segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Amo-Te

Amo-te quando em largo, alto e profundo.
Minha alma alcança quando, transportada Sente, alongando os olhos deste mundo.
Os fins do ser, a graça entressonhada.
Amo-te em cada dia, hora e segundo: à luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo.
Quanto o pudor dos que não podem nada.
Amo-te com o doer das velhas penas, com sorrisos, com lágrimas de prece,e a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas. Por toda a vida.
E assim Deus o quisesse, ainda mais te amarei depois da morte.

Elizabeth B. Browning

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